Abri meus olhos e me transmutei
para aquilo que eu sou
Tudo que eu sempre quis me cercou
Já estava lá
Quem não estava era eu
Me escondia no escuro
vacilava no muro da separação
na ilusão do fim, do pobre de mim,
na ilusão do engano, da culpa
De baixo do pano
Agora eu vejo,
Abri meus olhos e meu coração
Deixei a luz entrar, fui capaz de me abraçar
Era tudo eu, tudo meu
Recolhi minhas partes e transformei em arte
A arte de Ser, de viver
Merecer
A luz agora vem de dentro
é o acalento que trago para te ofertar
palavras ao vento
doçura ou cimento
Depende de ti, de saber olhar
Eu só quero me molhar
na chuva, no mar
na lágrima mais salgada que alguém puder derramar
Saber Amar
Saber Ser
Me entregar
Sem julgamento
Pertencimento
no mesmo caminhar