VERSO PROSA

E POESIA

Abri meus olhos e me transmutei

para aquilo que eu sou

Tudo que eu sempre quis me cercou

Já estava lá

Quem não estava era eu

Me escondia no escuro

vacilava no muro da separação

na ilusão do fim, do pobre de mim,

na ilusão do engano, da culpa

De baixo do pano

Agora eu vejo,

Abri meus olhos e meu coração

Deixei a luz entrar, fui capaz de me abraçar

Era tudo eu, tudo meu

Recolhi minhas partes e transformei em arte

A arte de Ser, de viver

Merecer

A luz agora vem de dentro

é o acalento que trago para te ofertar

palavras ao vento

doçura ou cimento

Depende de ti, de saber olhar

Eu só quero me molhar

na chuva, no mar

na lágrima mais salgada que alguém puder derramar

Saber Amar

Saber Ser

Me entregar

Sem julgamento

Pertencimento

no mesmo caminhar

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